Covid-19: Risco de um segundo surto em Wuhan preocupa a China
A China registou 108 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, incluindo dez de contágio local, o número mais alto desde 28 de março

Na China, onde o pico da pandemia já passou, o governo se preocupa com uma segunda onda de contágios, especialmente por causa de doentes assintomáticos.

A China continental confirmou 35 novos casos da Covid-19 nesta quinta-feira (2), todos os doentes chegaram de fora do país. E seis novas mortes, todas na província de Hubei, onde a doença surgiu em dezembro.

Por lá, a vida começa a voltar ao normal gradualmente. Parte do comércio e dos transportes, já está funcionando. Mas na província vizinha, no município de Jia, de 600 mil habitantes, se isolou pela segunda vez. Só lá, o governo investiga pelo menos dez casos de doentes assintomáticos. O medo é de uma segunda onda de contágios.

Um receio que também afeta cidades como Xangai, centro financeiro do país, onde vivem mais de 160 mil estrangeiros. Para prevenir os casos importados, atrações turísticas fecharam de novo. Elas tinham sido abertas no meio de março.

Desde a semana passada o país inteiro já proibiu a entrada de estrangeiros.

No Japão, começa a valer nesta sexta-feira (3) a proibição de entrada para quem vem do Brasil. Há uma lista de 73 países que passarão a ter restrição de circulação. Internamente, os casos estão aumentando. Em todo o país são mais de 2,6 mil, com 62 mortes.

A OMS vem alertando para os riscos da pandemia também entre os mais jovens. E a cidade de Tóquio fez um mapeamento que revelou que 40% dos infectados por lá têm menos de 40 anos. Um reflexo direto, segundo as autoridades, de que essa faixa etária é a que menos respeita os apelos e recomendações para se ficar em casa.