Presidente da Maior Oposição Angola
Adalberto da Costa Júnior mostrou-se igualmente surpreendido por continuarem no Governo “alguns nomes muito expostos no plano público, ligados a corrupção no passado”, considerando “que há um protecionismo à mesma junto do Governo” e que o combate à corrupção “é dirigido”.

O presidente da UNITA, maior partido da oposição em Angola, afirmou hoje que a remodelação do Governo angolano, embora profunda, deixou de fora um setor estratégico como a economia e considerou que o excesso de mudanças revela “insegurança”.

“Trata-se de uma profunda mexida, com exceção da liderança da área estratégica de caráter económico que, pela inexistência de resultados, é surpreendente que não tenha sido tocada”, assinalou o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto da Costa Júnior, salientando que “não tem havido ganhos no plano económico” nem diversificação da economia.

O responsável da UNITA manifestou também dúvidas sobre mexidas “em tantos ministérios numa fase destas, de luta contra um inimigo público” como a covid-19.
“Numa fase destas uma profunda mexida, um começar do zero em muitos setores não sei se é muito avisado”, declarou, criticando as constantes alterações no elenco governamental, que, considerou, demonstram insegurança.

“Praticamente de dois em dois meses vemos movimentos de ministros, isto demonstra uma grande insegurança de quem está a dirigir, não tem certezas do que está a fazer”, criticou Adalberto da Costa Júnior, frisando que “não é bom para o país”, porque “não há estabilização” e os ministros não têm tempo de ver resultados.
“Tudo isto custa dinheiro ao Estado e, por isso, a minha análise não é muito positiva”, comenta.
Quanto aos benefícios de reduzir o número de ministérios de 28 para 21 diz que só haverá respostas no futuro: “Houve emagrecimento ou apenas diminuição de titulares? Os ministérios mantêm a sua carga de pessoal, juntam-se ministérios com o mesmo número de funcionários? Então não há emagrecimento, esse é um elemento a verificar”.